Outras pessoas aparecem, e em um relapso, somem, sem deixar muito rastro.
Há pessoas que vem, vão e voltam, por algum motivo.
Tem aquelas que jamais deveriam aparecer no trajeto. E de forma obscura dá uma lição. Uma pedra que te derruba, e quando levanta, deve tirá-la do caminho.
Antes de começar o Big Brother Brasil 12, já vi algumas manifestações de internautas criticando o programa, denominando-o de “sem cultura” como se tudo que acontece tem que priorizar a cultura.
Hoje vi uma frase que descreve muito bem o inÃcio do BBB:
“Aproveitem que o BBB está começando e cuidem da vida deles, e esqueçam da minha. Obrigado.”
O comercio se destaca, as lojas ficam carregadas de enfeites natalinos, diversas promoções, sobe o preço da cerveja, as pessoas perdem o ritmo de trabalhar, e quem ainda trabalha, recebe como motivação o aumento no faturamento.
Quem comemora o natal começa com os preparativos para ceia. FamÃlia reunida, tio bêbado, comida gostosa, casa enfeitada e todo aquele social de costume, repleto de pessoas celebrando o nascimento do menino Jesus.
Quando eu era criança, gostava do natal, participava das festas, e, o principal, aguardava os presentes.
Hoje o natal já não faz tanto sentido. Não ganho mais presentes, não tem nenhum parente vestido de papai noel para assustar as crianças e nem um enfeite de pisca-pisca tenho em casa. Não sei se eu mudei ou se o natal perdeu um pouco do sentido.
Na madrugada de hoje, ocorreu um incendio na favela do Moinho, na região dos Campos ElÃseos (veja mais aqui)
Fiquei sabendo do incendio e abri o site do G1 para saber mais sobre o assunto, em seguida, acompanhei o caso pela Globo News. Como de costume, fui ver o que se passava nas mÃdias sociais, ovacionadas pela velocidade de comunicação, e nada encontrei.
Bom, acontece que não achei um motivo especÃfico para as pessoas darem mais atenção para um cachorro, um ser vivo que custou mais do que 2 salários mÃnimos, do que para um incêndio que deixou dezenas, se não centenas de pessoas sem teto.
Hoje, terça-feira (13) a Apple anunciou a Itunes Store brasileira. loja que comercializa músicas digitais. Algo visto lá fora como a salvação a industria fonográfica e o grande combate da pirataria.
Mas eu acredito que no Brasil isso não vai funcionar. Claro, da maneira que a Apple propôs.
A pirataria existe devido aos custos elevados dos discos, dvds e afins. A partir do momento que o preço de um disco original chegue próximo ao de um disco pirata, não há porque uma pessoa pagar por um produto de qualidade inferior. Logo, a pirataria cai.
Em uma reportagem da Revista Época, na edição da semana passada, Gal Costa disse que a tendência não será produzir um disco completo, e sim, música por música, o que torna viável a metodo de venda do Itunes.
Dessa maneira, eu acho que a música teria muito a perder, e seria uma certa banalização da arte, priorizando o foco no comercial, na venda da música, e não na produção.
Sempre escuto falar que a nossa geração está mais desenvolvida com as gerações anteriores. Pais e tios comentam que os bebês de hoje já nascem mais espertos. Já se viram melhor do que eu, e talvez você, quando era pequeno.
Antigamente a produção era manual. Hoje foi substituÃda por máquinas. Antigamente, para ter contato com uma pessoa, era preciso enviar uma carta, hoje, um clique e você está conectado com o Japão. Antigamente as coisas aconteciam mais devagar, e o tempo não era inimigo do homem.
Primeiro veio a polêmica do Lobão em relação aos Headlines dos eventos, com bandas gringas, que eu já dei minha humilde opinião aqui. Depois outros artistas e fãs abraçaram a causa, alegando que bandas nacionais deveriam ter maior atenção na sua terra natal.
Não vejo mal nenhum em uma banda nacional abrir um show de uma banda gringa. Principalmente quando a banda nacional, há pouco tempo atrás, dizia sofrer influência da tal banda gringa.
O Lobão, que gerou a polêmica sobre os Headlines de eventos vai tocar daqui a pouco, no Studio SP, na R. Augusta, e a entrada custa trinta reais. Então, se você quer ver o show do Lobão, não vale a pena pagar R$300 no Lollapalozza para assistÃ-lo junto com aquela muvuca toda. Vai no Studio SP e seja feliz. E deixe quem vai ao Lollapalooza curtir o evento em paz. Simples.
E não menos importante, as atrações nacionais, escolhidas a dedo: Plebe Rude, Marcelo Nova, Wander Wildner, Pavilhão 9, Velhas Virgens, Garage Fuzz, e O Rappa, banda consagrada e que está em evidência na cena nacional no momento, sendo considerada uma das poucas que podem representar o Brasil por aÃ.
Nossos vizinhos chilenos contam com um lineup semelhante, mas com o charme de Bjork.
Polêmica
Não bastasse um evento nessa dimensão e com as atrações tão aguardadas, ainda houve quem reclamasse.
Lobão soltou esse vÃdeo aqui na qual fala sobre sua relação com o Lollapalooza e sobre a participação de bandas nacionais em eventos de grande porte.
Imagine se o Utraje a Rigor fizesse o último show do SWU, depois de Faith No More? Não desmerecendo a banda, mas tocariam para um público de costa para o palco, indo embora.
Bandas nacionais, felizmente, podem fazer shows esporádicos em casas menores e com preços mais acessÃveis, diversas vezes no ano, aqui no Brasil. O Foo Fighters, por exemplo, se torna muito mais aguardado que o Lobão, porque, entre inúmeros fatores, faz 10 anos que os caras não tocam no Brasil.