Nesta sexta feira, uma pequena embarcação pirata portando fuzis e granadas ameaçou um cargueiro com bandeira das Bahamas.

Ao receberem o pedido de socorro, a Corte Real Portuguesa enviou um helicóptero que os afugentou e, seguindo-os até uma embarcação maior, abordaram e prenderam 19 piratas somalis sem que estes resistissem e apreenderam armas e quase um quilo de explosivos.

Em uma época na qual a palavra Pirataria é associada a distribuição ilegal de produtos, a pirataria tradicional envolvendo o sequestro de navios cresce na região do oceano indico.

Além de enfrentar uma guerra civil, a Somália sofre com a seca e a falta de alimentos. Sem instituições que auxiliem o país e um governo sólido, crianças morrem de fome nas ruas e uma das poucas alternativas de sobrevivência é o crime.

Uma tripulação de piratas não possui grande número de integrantes e geralmente é formada por ex-pescadores (que conhecem bem o mar), ex – soldados (que sabem lutar) e ex-tecnicos de informática (que operam os equipamentos da embarcação). Estes se utilizam de lanchas rápidas para alcançar a embarcação, as tomam de assalto com cordas e escadas e transportam o navio até um porto seguro onde aguardam o pagamento.

Ser pirata é uma profissão lucrativa, onde os pedidos de resgate variam de U$$ 300 mil a U$$ 3 milhões.

São apresentadas diversas soluções para o problema, entre elas o policiamento de águas estrangeiras, que se mostrou ineficaz. Atualmente se pede a auto defesa passiva e sugere-se a criação de bases para um representante político Somali que possa controlar seus territórios e patrulhar a costa.