Após receber sucessos internacionais como In Flames e Arch Enemy, chegou a vez do Espaço Lux, casa de shows de São Bernardo do Campo, ter o Ill Niño no palco. O conjunto de New Metal é um dos maiores destaques do gênero, além de se diferenciar por acrescentar ritmos latinos à suas músicas e uma mistura dos idiomas Inglês e Espanhol às letras.

Formada em 1999 e com quatro álbuns já lançados, a banda de Nova Jersey é composta por integrantes do Brasil, Peru e Estados Unidos. A turnê “Project Independent tour 2009″ contou com a apresentação do Skin Culture e do Ill Niño, além das bandas de aberturas, com shows em mais seis cidades do país.

O evento apresentou problemas logo no início, pois estava marcado para começar às 19 horas. Entretanto, a primeira banda se apresentou quase à meia-noite. Não se sabe ao certo o motivo das cinco horas de atraso que mantiveram os fãs impacientes na fila, mas os responsáveis pela organização afirmaram que foi erro do próprio Espaço Lux. Custou para as bandas de abertura, que foram obrigadas a encurtar os shows. Foram elas Bacteriology, Libra, o rapper americano Hyro da Hero e o conjunto santista Black Swan. Os principais responsáveis por levantar o público foram o Skin Culture e, para a surpresa geral, o Hyro da Hero, que mostrou um talento e uma presença de palco incrível.

A atração principal, Ill Niño, não poupou energia e disposição. Manteve a platéia agitada do início ao fim, além de esbanjar carisma. O brasileiro Danny Couto estendeu a bandeira do Pará em sua percussão. Diego Verduzco, guitarrista, conversou com o público em português e exibiu a bandeira do Brasil que os membros do fã-clube deram aos integrantes, e o vocalista Cristian Machado deixou essa mesma bandeira sobre os ombros enquanto cantava.

Abrindo com “If You Still Hate Me”, a banda tocou 17 músicas, com direito a um solo do baterista Dave Chavarri entre elas. Houve destaque para “This is War”, do disco One Nation Underground, o single “How Can I Live”, famoso por pertencer à trilha sonora do filme Freddy vs. Jason, do álbum Confession, e “Alibi of Tyrants”, do Enigma. Mas foram as canções do primeiro álbum, Revolution Revolución, que levaram o público ao delírio – “Unreal” e “God Save Us” foram realmente o ponto alto da apresentação, além de “What Comes Around”, som que encerrou o show. Porém, segundo fãs, eles ainda ficaram devendo músicas, como “This Time’s for Real”, “What You Deserve” e “Me Gusta La Soledad”.

Por Monique Sujdik