É uma banda de Abc paulista que soa como se fosse gaúcha. Nas canções até substituem o “você” pelo “tu”. É clara a influência de bandas como Beatles, Cascavelletes,e Cachorro Grande, não só pelo visual -coletinho e gravata-, mas também pela temática das letras.

Fugindo do clichê e a avalanche de bandas da região influenciadas pelo emocore, eles se diferenciam, mas segundo o baixista Pedro Fabri todo mundo acha eles estranhos e explica: “Somos 4 meninos de 17 anos, que ouvem Beatles e rock gaúcho, que escrevem letras com tu e guria, que tocam e se vestem como se estivessem nos anos 60. O pessoal não curte isso, mas a gente não se importa”.

No mês passado fizeram a abertura do show da Cachorro Grande e no próximo mês abrirão o show dos Faichecleres e Rock Rocket. Uma boa oportunidade de aparecer no meio que eles tanto aspiram. O primeiro EP da banda será gravado mês que vem.

A arteria zine entrevistou Pedro, baixista e backing vocal da banda. Confira;

1) o EP só terá música de vocês?
Pedro Fabri – Vamos gravar cerca de cinco músicas, todas nossas! Vão ser 3 músicas que o pessoal já conhece, que a gente gravou no outro trabalho e divulgou na internet. As outras duas nós tocamos nos últimos shows, pra ver a reação da galera que nos acompanha e foi uma reação positiva, pessoal curtiu, até já vieram pedir a letra.

2)Como vocês compõe as letras?
PF – Tanto eu quanto o Victor, o vocalista e guitarrista, escrevemos. Depois a gente senta junto pra mudar algumas coisas, acertar algumas frases e tal.


3) Então ninguém faz uma musica ’sozinho’?
PF – Não, minhas musicas eu faço, mas depois de pronta eu mostro para ele [Victor], e a gente muda algumas coisas que podem melhorar. E com as músicas dele fazemos a mesma coisa.A gente fala que uma ideia completa a outra, ai da nesse rock demodê que a gente faz.

4)Já tiveram problemas para se apresentar por causa da idade de vocês?
PF – Sim, um show da Cachorro Grande e Lipstick que abririamos não deu certo por causa que somos menores de idade.

5)Falta lugar ou festival para vocês se apresentarem?
PF – Em São Paulo, a Rua Augusta é o maior centro de bandas do Brasil. Lá tem vários bares a fudês, onde tocam bandas do cenário como Vanguart, Faichecleres e Rock Rocket e várias bandas que estão começando junto com a gente como os Radiophonicos e Farpas. Pra gente o ruim é que a maioria dos bares só entra maior de idade, ai complica. Mas sempre rola algumas oportunidades e mostramos nosso rock! O que valhe é o Rock and Roll.

6)Com quem vocês querem dividir o palco ou abrir um show?
PF – Dentro do cenário nacional, como te disse a banda que mais influenciou a gente e responsável pelo “nascimento” dos Demodês foi os Cascavelletes, e seria um sonho, poder abrir um show deles, pena que a banda já acabou. Mas, esperança ainda temos, já que em 2007 eles se reuniram e fizeram um show comemorativo, porquê que no final desse ano eles não podem voltar né? Se isso acontecesse,acho q ficaria uns 3 dias sem dormir!

Agora, de uma banda que está na ativa, seria legal abrir um show da carreira solo do genial ex-vocalista dos “Casca”o Flavio Basso, vulgo Jupiter Maçã, o cara nada mais é do que um gênio, um mito da musica! As vezes eu não acredito que é ele escreve essas letras e acho essas melodias monstruosas! Isso é coisa irreal!

7) E porque ‘Os Demodês’?
PF – Estavamos procurando algum nome que se encaixasse legal ao nosso estilo, procuramos muito e foi dificil achar algum nome que soasse démodé, quando paramos e falamos: “Os Demodês é algo démodé” e ficou. Depois ouvimos uma musica do Roberto Carlos que ele falava “demodê” e fudeu, ficou o nome!

Pedro Fabri (baixo), Victor Florencio (vocal/ guitarra), Erick Florencio (guitarra) e Joey Muraro (bateria)

Para ouvir as musicas acesse: www.myspace.com/osdemodes