Realmente seria bom se o título desse texto fosse coeso. Mas as coisas não são tão fáceis assim.

Muita gente comenta sobre a pirataria de CDs, DVDs, jogos, softwares, etc, e sempre tem uma solução na ponta da língua “se esses produtos fossem mais em conta não haveria necessidade da pirataria”. Realmente, a pirataria só existe porque consegue ter um preço a maioria das vezes até três vezes mais baixo que o original.

Um exemplo rápido aqui; o DVD do filme “Bastardos Inglórios” na lojas Americanas, em promoção custa R$29,00, e, uma cópia pirata, você paga na média de R$ 5,00, ou seja, é 6 vezes mais caro o original do pirata para um produto que você vai assistir uma ou duas vezes.

Um cd de música, que hoje você encontra facilmente por 2 ou 3 reais nas ruas, na loja custa em torno de 15 a 20 reais.

Aí você lembra que para gravadora produzir um cd ela tem toda uma estrutura, funcionários, experiência, qualidade, e o disco pirata segue nesse embalo sem estes gastos.

E se o DVD e o disco original custassem o dobro que o pirata? Um lançamento de DVD custasse R$10,00 e de um cd, R$ 7,00? As vendas seriam maiores. Se um artista prestigiado na mídia lançasse um disco nesse valor, outros taxariam como injusto o prêmio de disco de ouro, prata, latão, qualquer do gênero.

Mas a questão é a seguinte. Se a gravadora vende mais, ela produz mais, e se vende por um preço baixo, ela ganha basicamente a mesma quantia que ganharia produzindo menos por um valor alto. O único diferencial seria o maior acesso ao público dos produtos originais. E é nesse momento que vemos a frieza de determinadas empresas em prol de colocar em risco uma produção a favor da sociedade.