Não é raro encontrar, tanto na época de eleição quanto em outras épocas, as pessoas indignadas com o estado da política no Brasil, com a falta de opção de bons candidatos, com partidos que não mostram nenhum interesse para sociedade e que não são coerentes com a ideia do partido, se é que ainda existe uma.

Acredito que em média uns 60% das pessoas que comentei sobre quem iria votar, disseram “Ah irei votar no menos ruim”, ou então “Votarei em branco, ou nulo”, e outras pessoas ainda que com razão, reclamam de ter que sair de casa no domingo para votar, contra vontade, porque é obrigatório no Brasil.
A política é nojenta, mas não posso negar que também é ousada. Está nos acostumando a corrupção, mensalão, caixa 2, e tudo que talvez um dia foi errado e deixava um povo indignado. Agora, um mensalão já é comum, todo mundo conhece, já sabe que existe, já considerou normal no mundo da política. Desvio de dinheiro destinado para hospitais ainda assusta um pouco, porque é um hospital, mas de resto, já estamos acostumados, e não impressiona mais.
A nossa esperança para essas eleições é que o novo Presidente faça alguma coisa, porque “tudo bem roubar, o importante é fazer algo”. É essa análise que fazemos da política nacional, roubar já é comum, o diferencial é fazer. E quando isso realmente se tornar um critério oficial, talvez até Paulo Maluf seja presidente, porque roubou mas fez (????).
Temos políticos inteligentes, pessoas com capacidade para fazer algo, mas estão escondidas atrás de um partido, ou se deixam levar pela ganância, ou simplesmente pagam favores. Aí se tornam mais um do clube, onde quase ninguém se salva.
Aqui, no Brasil, só vota em uma pessoa por interesse ou marketing. Um churrasco na laje rende um número de votos gigante. Ninguém se preocupa com o que o político vai fazer, mas sim no fato de ele ser parente, filho do chefe, colega de trabalho, amigo do amigo, conhecido ou então prometeu o tal churrasco!
Estamos dando o poder, estamos escolhendo um líder, que muitas vezes não deixaríamos entrar em nossa casa. Estamos dando o poder para pessoas que não merecem. Contra a vontade. Dá desgosto de votar aqui. Saber que não temos opções de bons políticos, que votamos porque é obrigatório e que, independente de quem iremos escolher, vamos nos arrepender por algo no futuro.